Correspondente Pottermore: Fui escalada como uma No-Maj extra em 'Animais Fantásticos'

Fonte: Pottermore
Tradução: Brunno Maia


03/12/2015

Colleen Atwood tem três prêmios Oscar e acabou de me ver em minhas roupas íntimas.

Não é como eu normalmente me vestiria para encontrar uma lenda da indústria cinematográfica, mas ei, a vida de um Correspondente Pottermore é assim. Ás vezes você tem que falar com pessoas importantes em um sussurro dramático, estando praticamente nu em um vestiário de set de filmagem.

Eu fui escalada como uma No-Maj extra em Animais Fantásticos e Onde Habitam, então eu estava sendo encaixada em um traje, o que significa coxas, quadris, cintura, peito e altura contados em polegadas e anotados. A figurinista Colleen olha para as medições, aperta os olhos para mim e volta com três vestidos vintage dos anos 20 para eu experimentar. O primeiro não se assentou em meus quadris, o segundo não serviu sobre os omros, e o terceiro coube direitinho.
Colleen prendeu meu decote no lugar com alfinetes de segurança, encaixou minhas mãos em luvas de couro pretas e colocou um casaco de pele preto sobre meus ombros. Ela me olha nos olhos só uma vez e pisca tão rápido que eu quase não vi. Como um figurante, você é uma parte viva do cenário. Você é cuidadosamente arrumado para evocar uma era – nesse caso, os anos 1920.

Eu fico parada como um manequim e listo na minha mente alguns dos filmes em que Colleen trabalhou: Chicago. Adoráveis Mulheres. Memórias de uma Gueixa. Branca de Neve e O Caçador. Alice no País das Maravilhas. Caminhos da Floresta. Você ficará satisfeito em saber que eu não, em momento algum, perguntei a Colleen que cheiro tem o Johnny Depp ou se Catherine Zeta-Jones canta quando está sendo vestida.

Uma vez que escorreguei meus pés com meias para dentro de sapatos de salto pretos vintage, eu saí cambaleando para fazer cabelo e maquiagem. A tenda tem centenas de metros de comprimento e é preenchida com fileiras e mais fileiras de roupas. Há roupa o suficiente ali para vestir cada bruxa, bruxo, Auror, melindrosa, No-Maj, vilão ou mocinho que J.K. Rowling escreveu para esse filme. Eu quero experimentar todos os chapéus e mantos, mas não faço. Promessa.

No quartel general da maquiagem, uma estilista graciosamente aceita o maior desafio do seu dia: prender meu comicamente volumoso cabelo em um penteado anos 20. Ela me senta em frente a um espelho iluminado e vai ao trabalho, enrolando fios em um coque na minha nuca, e criando ondas no topo do meu cabelo. Ela cola três cachos de cabelo na minha têmpora, na testa, e ao lado de minha orelha direita. Tudo levou 30 minutos, grampos e uma grossa camada de spray de cabelo para manter tudo no lugar.

Uma maquiadora pinta meus lábios de cor de vinho e minhas sobrancelhas em finos arcos negros e então estou pronta pra voltar 89 anos no tempo nessa versão de Nova Iorque do filme. Eles tiram fotos minhas de todos os ângulos para que possam recriar minha aparência depois, antes que eu esteja novamente no vestiário sendo cuidadosamente despida por uma mulher que viu pelo menos 100 extras semi-nus só hoje.

De volta aos meus jeans e suéter, eu limpo a cor das minhas sobrancelhas e deixo meu cabelo cair sobre os ombros em ondas fofas e engraçadas. No trem de volta pra casa, acho dois grampos que sobraram, coloco no meu bolso e os guardo para a próxima vez que eu visitar a Nova Iorque de 1926, quando eu desempenhar meu papel na história. Prometo contar tudo a vocês.

Até lá...

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