[COLUNA] Dumbledore: Harris ou Gambon


05/01/16


Harry Potter é uma franquia gigante, ninguém duvida. Premiada, recordista, amada, bem sucedida... São inúmeros os títulos possíveis para a saga do bruxo mais amado do mundo. Talvez por isso, as discussões que envolvem o universo são sempre divididas e equilibradas. Observamos esse fato na recente discussão aberta por nós, do Animais Fantásticos Brasil, sobre qual dos dois atores que interpretaram Alvo Dumbledore é o preferido dos fãs. Aqui, discutirei a diferença dos dois atores (e personagens) visando a maior identificação com seus estilos tão diferentes, destacando a importância de cada um para os filmes.

Começaremos com os dois primeiros filmes da franquia, que tiveram Richard Harris no papel de Dumbledore. O renomado ator irlandês, já conhecido no cinema e na música, foi conhecido por interpretar um Dumbledore mais tranquilo e “vovô”. Sempre que aparecia, nosso amado tio Harris tinha um papel de conselheiro e apaziguador. Não por isso incapaz de ser profissional e de tomar decisões difíceis, como vimos em Câmara Secreta. Porém, fica claro que a interpretação do diretor nos dois primeiros filmes ganha um peso menor em termos de atividade e ação (o que é, aliás, uma característica do próprio livro). Uma prova disso é que Dumbledore só tem real destaque nos discursos de boas-vindas, em momentos isolados para lidar com os problemas da escola e em encontros particulares para explicar os acontecidos e aconselhar Harry.

No dia 25 de outubro de 2002, morria Richard Harris. Difícil, na época, imaginar um Dumbledore diferente: o seu sucessor teria de fazer um ótimo trabalho. E fez. Michael Gambon, outro renomado ator, assumiu a identidade do bruxo, fazendo um papel um pouco diferente do trabalho de Harris. Em Prisioneiro de Azkaban, não sentimos muita diferença – Gambon ainda parecia “tímido” no papel. Já em Cálice de Fogo... Críticas à parte, é inegável que sentimos um baque: o bom velhinho, tranquilo e de voz mansa tinha se tornado num bruxo ativo, enérgico e, certas vezes, impulsivo. A cena onde Dumbledore “sacode” Harry em Cálice de Fogo é, até hoje, muito criticada. O papel omisso da personagem em Ordem da Fênix – por querer proteger Harry – aliviou a atuação de Gambon. Apesar disso, destaco outra cena icônica onde a vividez de Dumbledore chama a atenção: a Batalha no Ministério. Os vidrais sendo quebrados e todos os feitiços que exigem muita elasticidade...

Por fim, Michael Gambon se encontra em Enigma do Príncipe. Apesar de ter minhas (muitas) críticas ao filme, fica claro para todos que é nele que mais nos identificamos com o já consolidado Dumbledore de Gambon. Nem muito ativo, nem muito “paradão”, vemos o perfeito Dumbledore que, apesar de não ter tido um funeral, nos emociona muito no filme.

É claro. Tudo é muito pessoal. A comunidade de fãs fica bem dividida quanto a isso, como demonstramos no levantamento nas redes sociais na última semana. O que importa é que cada um siga o ideal mais defendido por Dumbledore em filmes ou livro, seja por Harris ou por Gambom: o amor!

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