[COLUNA] A desprezível Dolores Umbridge

Escrito por: Thiago Fernando


23/02/16

Dolores Joana Umbridge nascida em 26 de agosto, filha de pai bruxo e mãe trouxa, isso mesmo, nossa nada querida Umbridge não era puro-sangue, e isso não devia ser importante, não é mesmo? Mas para ela a pureza de sangue era importante, tanto que fingia ser uma bruxa puro-sangue. E impressionantemente uma perseguidora de seus iguais e dos não bruxos.

Em Hogwarts foi selecionada para Sonserina e assim como os selecionados daquela casa ela era uma bruxa ambiciosa. Não há problema em termos ambição, o que não se deve é usar dessa ambição desrespeitando todos os limites para alcançar seus objetivos, mas Umbridge não conheceu o termo limites: assim que saiu de Hogwarts foi para o Ministério da Magia como estagiária, envidou todos os esforços para conquistar seus superiores e assim ter garantidos segurança e status com um marido poderoso, contudo não conseguiu o casamento. Com o passar dos tempos e graças a sua ambição Dolores foi ascendendo dentro do Ministério até conseguir a confiança do então Ministro Cornélio Fudge.

Instalada em Hogwarts exerceu a função de Professora de Defesa Contra as Artes das Trevas e Inquisidora, o que lhe deu liberdade para pôr em prática sua maldade. Umbridge era preconceituosa, cínica, cruel, tinha prazer em humilhar, detestava os trouxas, era um dos melhores exemplos a não ser seguido, uma pessoa extremamente desnecessária na natureza, um ser que nunca deveria ter existido, e que desperta em nós os piores e mais primitivos sentimentos.

E o porquê dessa personagem nos causar tanto asco? A resposta talvez seja porque JK Rowling com sua mente extremamente brilhante consegue criar personagens tão perfeitos e, especificamente neste caso adiciona-se a magnífica interpretação da atriz Imelda Staunton, resultando nessa combinação perfeita. Como não odiar aquele sorrisinho e expressões faciais?!

Apesar de não encontrar nada elogiável naquela bruxa, quando comecei a escrever sobre ela uma pergunta me veio à mente: Será que algum potterhead gosta dessa criatura? Talvez sim, talvez alguém goste daquele jeito meigo que ela fala, aquela voz doce e aquele jeito infantil, ou talvez, por ela estar sempre com vestes cor-de-rosa. A você minhas sinceras desculpas, mas não consigo conceber isso.

A personagem foi inspirada em uma professora da J.K. que lhe causou antipatia, a escritora explica que a tal professora não era a Umbridge real, que nunca a viu expressar opiniões como as de Dolores, mas que emprestou dela, de modo exagerado o gosto pelo meloso e infantil nas roupas.

A mestiça Dolores Umbridge foi tão perfeita que recebeu do escritor Stephen King o título de “melhor vilã crível desde Hannibal Lecter”. Bem! Quando os personagens conseguem despertar em nós aqueles sentimentos que deveriam ser despertados é porque estão cumprindo exatamente o papel que lhes cabe e para qual foram criados, desta forma percebemos a grandeza da obra, e isso só reafirma tudo que já sabemos sobre a criatividade de JK. Afinal nossa escritora predileta é realmente fascinante.

E não é de se estranhar que sentíssemos ojeriza pela maldita gárgula, afinal ela foi criada para isso.

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