[Coluna] Como conheci Harry Potter

08/03/2016 Escrito por: Cleysson Costa



Difícil contar de onde surgiu o fascínio por Harry Potter. Mais difícil ainda é reproduzir em um texto o quanto foi importante em minha infância e adolescência. Apesar de sempre muito esforçada, nunca fui uma criança ligada às novas tecnologias. Portanto, na época em que Harry Potter surgiu, eu não tive um contato imediato com a saga.

O momento decisivo para meu envolvimento na leitura foi no Natal de 2004, com meus 7 anos de idade. Papai Noel foi à escola entregar presentes para as crianças e, para minha surpresa, ganhei um pequeno embrulho vermelho. Como a criança que era, fiquei com certa dose de raiva do Sr. Noel. Um livro?! Meus amigos ganhando carros gigantes, dinossauros motorizados e Nintendos a rodo... E eu ali. Com um livro.

Minha indignação durou só até eu desembrulhar o livro. Aqui, abro um parênteses para aplaudir a ótima arte de capa de todos os livros da saga, em especial a de Pedra Filosofal. As cores, o desenho e o título me chamaram atenção. Li o livro em 3 dias, depois de ouvir muito que eu devia fazer algo além de comer, ler e dormir. A partir dali, o destino estava selado. Busquei o segundo e terceiro livros de imediato, lendo todos eles até o início do mês de janeiro de 2005.

Um divisor de águas, aqui. A leitura do quarto livro, diferente dos outros, foi demorada. Não só pelo tamanho, mas pelo peso do livro em si. Era medonho e deixava claro que a coisa iria ficar séria na sequência. Meu primeiro contato com uma literatura mais adulta, com problemas de verdade, difíceis de serem superados com o “jeitão Harry”.

Conheci os filmes durante a leitura do quinto livro. Alugava todo fim de semana um filme, de forma repetida, até saber de cabeça todas as falas. Acompanhei os lançamentos, comprei os livros nas pré-vendas, fali minha família. Esse é, basicamente, meu início de relação com a saga do bruxo mais amado do mundo. São muitas as histórias sobre o envolvimento com a saga... Mas isso fica para outra oportunidade. É muito legal estar envolvido em um fandom tão único e cheio de histórias incríveis. Compartilha-las e aprender com os outros é uma das coisas mais legais em ser Potterhead.

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