Como Ezra Miller convenceu a Warner a deixa-lo filmar como Credence e o Flash ao mesmo tempo?


Tradutor: Brunno Maia
Fonte: Pottermore.com

“Não tenho certeza do quanto eu posso te contar...”

Ezra Miller fala sobre sua carreira em um sussurro, como se alguém pudesse acorda-lo de um sonho se ele falar mais alto. Especialmente quando o assunto é Credence, seu personagem em Animais Fantásticos e Onde Habitam.



“Então eu ouvi sobre o papel,” ele começa, “e lembro que para mim – alguém que conheceu Harry Potter tão jovem, como um fã – eu pensei que esse universo estava fechado para mim pra sempre. Eu achei que já tinhamos tudo que podíamos desse mundo, achei que havia acabado. Eu passei anos devastado por não estar nesse mundo, nesses filmes. Eu diria ‘eu consigo interpretar um Britânico, eu juro!"

E para anotar, Ezra pode mesmo interpretar um Britânico. Na verdade, ele faz uma imitação muito amável e precisa de Eddie Redmayne.

“E então, ouvir que J.K. Rowling havia expandido o universo. Que havia mais e que havia esse personagem... Eu quase não pude acreditar.”

Mas quando Ezra leu pela primeira vez sobre o personagem, ele não exatamente tinha um roteiro.

“Eu improvisei o personagem e recebi uma ligação dois dias depois de David Yates. Nesse ponto eu já havia investido tanto no personagem, e se você olhar essas filmagens, eu já havia me tornado Credence. Muita coisa do que eu fiz como Credence já veio a mim naquele dia.”

Obviamente, o papel foi oferecido a Ezra. “Eu queria esse papel com todas as forças,” ele diz, de uma forma que me faz sentir um plot twist chegando.

“Nesse estágio eu já havia assinado para ser o Flash [personagem da DC Comics] e houve problemas sérios de agenda. Por um momento pareceu que eu não poderia fazer esse filme.”

Mas Ezra Miller se importa demais para deixar algo como filmar duas produções simultaneamente impedi-lo de interpretar um personagem do mundo mágico. Não havia, francamente, maneira alguma de impedi-lo.

“Então eu estou pensando sobre o papel, sonhando com isso, eu o quero e eu sei no fundo que eu farei qualquer coisa para consegui-lo,” ele diz, e eu acredito nele. “então eu comecei a mandar e-mails para a Warner Bros. e dizer ‘olha o Humphrey Bogart!’”

Com isso, Ezra aponta para atrás de mim para uma grande foto em preto e branco de Bogie, na parede da cafeteria em Leavesden Studios.

“Casablanca (1943) foi seu décimo primeiro filme com o estúdio naquela década. Não fazemos mais isso, não criamos relacionamentos entre atores e estúdios. Não existe lealdade assim mais. Eu digo nesses e-mails que eu quero fazer isso. Eu quero Credence e eu quero The Flash.”

O suspense me alcança, mesmo eu já sabendo o fim dessa história.

“Enfim, eles movem montanhas,” ele diz, suspirando como se ainda não pudesse acreditar no que aconteceu. “Grandes, enormes montanhas são movidas e fizemos dar certo.”

Percebo que Ezra Miller é o tipo de estrela de cinema por quem você move montanhas. Ele é realmente tudo isso.

Publicação original, em inglês, aqui. 

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2 comentários

  1. Ele merece! Mal posso esperar agora, vai valer à pena só por causa dele.

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  2. Pra mim no caso, que acha que vai valer à pena se ele já estiver lá pra começar!

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