Ezra Miller fala sobre Yates, Credence, suas experiências com Harry Potter e mais

23/10/2016 | Fonte: snitchseeker.com | Tradutor: Brunno Maia

As entrevistas que foram feitas no set de Animais Fantásticos e Onde Habitam continuam saindo e dessa vez, Ezra Miller conta um pouquinho da sua experiência como fã de Harry Potter. Apesar de falar pouco sobre Credence Barebone, o seu personagem no filme, Ezra menciona como foi trabalhar com a produção e atores do longa. 


Confira a entrevista abaixo: 

Você é um dos mais jovens membros do elenco e interpreta um personagem relativamente jovem. Quer dizer, você tem uma mãe nesse papel, então você tem...
EM: [interrompe] Eu não posso confirmar ou negar se meu personagem tem ou já teve uma mãe.

Bem, você se sente pressionado estando na idade de outros personagens de Harry Potter dos outros filmes da franquia que vimos?
EM: Eu acho que é realmente maravilhoso que J.K. Rowling tenha escrito personagens na mesma faixa etária das pessoas que são mais afetadas pelo seu trabalho. E acho que esse é um movimento brilhante da parte dela. Eu obviamente estou feliz com isso porque isso me bota no – você sabe, no filme. É, essa é a minha resposta pra essa pergunta.

Você pode falar sobre como foi trabalhar com Eddie Redmayne e Colin Farrel?
EM: É um grande presente e um grande privilégio. Realmente incrível. Eu admiro o trabalho dos dois imensamente. Acho que os dois são realmente brilhantes, artistas brilhantes, e tem sido muito frutífero. Eu costumo usar metáforas esportivas mesmo eu não praticando ou assistindo nenhum esporte. E é realmente como um jogo de tênis. Quando alguém joga tênis – se for alguém realmente bom de tênis, isso faz você sentir que você é melhor no tênis. Isso é verdade? Alguém aqui já jogou tenis?

Eddie  e Colin.
Eles são realmente incríveis. Realmente maravilhoso trabalhar com eles. Super grato. Super grato de trabalhar com grandes atores. Isso possibilita você entrar fundo em um mundo de fantasia iluminada.

Você pode falar um pouco sobre como isso chegou até você? Sobre as negociações, e quando você percebeu que iria se juntar a esse universo, dada a grandeza dele e o que ele significa para tanta gente...
EM: Quando eu descobri que eu faria o filme eu caí de joelhos e comecei a gritar na rua. Na rua de Nova Iorque, tipo no centro da cidade. Não é uma vizinhança legal. É, eu mal posso descrever o quão sortudo, abençoado, feliz, grato eu me sinto. É uma coisa incrível poder cair no mundo das suas fantasias infantis.
Quer dizer, eu acho que todo mundo devia poder fazer isso de um jeito ou de outro, como alguém que gera esse conteúdo ou o recebe e o aprecia. Ou só, sabe, na privacidade da sua imaginação. Eu acho que isso é uma coisa linda para se manter viva. Os mundos de metáforas que nós encontramos quando somos crianças. E poder literalmente estar no principal mundo de fantasia da minha infância – é absolutamente maravilhoso de uma forma que eu claramente não consigo explicar.

Você já teve a chance de falar com J.K. Rowling sobre o seu personagem?
EM: Eu ainda não a conheci. Ela ainda é meio que o mago por trás das cortinas pra mim. É.

Você tem alguma experiencia pessoal com a saga Harry Potter que você gostaria de compartilhar? Qual é o seu momento preferido?
EM: Bem, eu me lembro de ir em uma viagem com meu pai e nós estávamos ouvindo o sexto livro. Nós estávamos acampando, mas começou a chover demais para acamparmos, então nós acordamos no meio da noite e saímos dirigindo. E ouvimos o resto do livro.
Eu já tinha lido o livro muitas vezes e o ouvido muitas vezes mas ele não. E eu me lembro, sério, nós dois estávamos chorando e chorando e chorando e chorando. Passando por um profundo luto por Dumbledore. Sabe? Juntos, como pai e filho, com essa relação muito paternal, óbvio, e isso foi lindo. Há tantos momentos. É impossível contar – Eu escolhi algo do nada para contar, mas são tantos, e tem muita gente no planeta que já teve esses momentos na nossa juventude.

Havia algum elemento específico do universo Harry Potter que você estava mais empolgado para fazer parte no filme?
EM:Sim. Se chama magia. Bem, honestamente, o que é mais interessante pra mim tanto como geek quanto como ator é a forma que a magia nesse mundo corresponde com dinâmicas humanas psicológicas e emocionais. E isso é feito de um jeito brilhante que eu não entendo completamente, mas trabalhar nesse mundo onde a magia realmente funciona como uma extensão da condição humana... É muito engrandecedor como artista, ou leitor ou espectador.
Nós queremos entender que a magia é real e nós entendemos isso pelas nossas emoções, nosso amor, nossa capacidade de fazer coisas boas uns para os outros. E eu acho que J.K. Rowling liga esses elementos sobrenaturais do trabalho dela com esses elementos extremamente naturais, o que é o mais empolgante para- para mim eu acho.

Já caiu a ficha para você que com esse e outros projetos seus, vão haver muitas Action Figures suas nas prateleiras das lojas?
EM: Eu penso nisso... bastante. Eu estou empolgado para as minhas action figures. Eu terei todas. Eu terei as coleções mais pesadas com tipo roupas removíveis, talvez com algum brinquedo que se encaixe nas  mãos do boneco. É, vai ser muito estranho. Mas eu topo. Eu definitivamente quero fazer o Credence e o Flash batalharem.
Essa parte disso – tipo, entrar numa sala cheia de câmeras ao seu redor para que elas tirem fotos e possam tipo calcular o seu esqueleto para fazerem um molde do seu corpo... Isso é além da minha compreensão. Mas eu estou adorando todos os aspectos desse processo, e espero conseguir o máximo de action figures possível. Não só as minhas mas várias desses dois mundos em que eu estou envolvido.

David [Yates] disse que ele gosta de fazer vários takes seguidos sem cortes, então como foi trabalhar com ele e com esse estilo?
EM: Tem sido incrível ter um diretor que presta tanta atenção ao processo. Ele sabe dirigir atores em todos os sentidos. Ele tem uma compreensão profunda do que um ator precisa. Esse exemplo que você deu é bom. Esse jeito de gravar sem interrupções para que o ator possa mergulhar mais fundo na realidade daquela cena sem ser interrompido. Ele é um ser humano incrivelmente calmo e focado. Eu nunca poderia imaginar que alguém pudesse ficar nesse estado tão calmo dirigindo um filme massivo como esse.
Você sempre imagina o diretos correndo e gritando. Ele é incrivelmente inteligente e consegue criar tempo e espaço para os pequenos detalhes cruciais de uma cena mesmo que ela esteja em um contexto enorme, com enormes fundos verdes sendo movidos por cabos e vários carros. Carros autênticos da década de vinte, que por acaso têm uma horrivel emissão de fumaça. Não passariam no teste de ignição da California.
Mas David é incrivel – um ser humano incrível. Eu o respeito muito. Com ele me sinto muito seguro para fazer escolhas ousadas e experimentar. Porque eu confio nele e na visão dele, e meio que não entendo como ele consegue fazer mil coisas ao mesmo tempo e ficar tão zen como um monge. Eu planejo pergunta-lo sobre isso. Mais diretores deveriam ser super calmos e tranquilos o tempo todo porque aí a equipe inteira se torna amigável e calma.

Você já interpretou muitos personagens vulneráveis e até meio perturbados. E esse personagem parece ser mais ou menos assim. Podemos falar sobre influências, e como você entrou no personagem, talvez até com influências de filmes passados?
EM: Eu acho que a chave é tentar fazer várias coisas diferentes e que sejam interessantes para mim. É simples assim. Não posso confirmar ou negar que esse personagem é perturbado em algum sentido. Mas obrigado por dizer isso e eu definitivamente acho que algo bastante divertido desse trabalho é estar explorando direções diferentes.

Publicação original, em inglês, aqui

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