O que Nova Iorque significa para o elenco de Animais Fantásticos


Fonte: Pottermore.com
Tradutor: Brunno Maia


Eddie Redmayne, Carmen Ejogo e Dan Fogler tem algumas coisinhas a dizer sobre a cidade onde esse filme se passa.


Tem alguma coisa especial em Nova Iorque. É diferente de qualquer outro lugar no mundo: corajosa, provocativa, progressiva, diversa, criativa e sempre acordada. As pessoas falam dela com uma reverência relutante, como se a amasse contra sua própria vontade. Como um vício.

Nova Iorquinos de verdade tem a cidade no sangue. É assim que Nova Iorque funciona: você a herda, e então trabalha duro pra manter seu lugar. Para o resto de nós, Nova Iorque é uma cidade feita de sonhos americanos – destruidos, resgatados e realisados. É onde filmes são gravados, mercados entram em colapso, livros são escritos, estrelas nascem na Broadway e as ruas estão cheias de táxis amarelo-canário.


Talvez seja por isso que J.K. Rowling tenha escolhido localizar seu primeiro roteiro, Animais Fantásticos e Onde Habitam, em Nova Iorque. Talvez por ser tão rica em cultura, tão irresistivel como cenário, especialmente numa era como os anos 20. É uma cidade que nenhum de nós pode ignorar.

E acaba que vários membros do elenco de Animais Fantásticos tem sua própria conexão pessoal com Nova Iorque. Katherine Waterston estudou atuação na lendária Tisch School os the Arts e estrelou, entre outras produções, no sucesso Off-Broadway Bachelorette.

Dan Fogler encontrou a fama na Broadway em The 25th Annual Putnam County Spelling Bee, um papel pelo qual ganhou um Tony. “Eu sou apenas um nova-iorquino”, ele me diz pelo telefone, do Brooklyn. “Eu estou no meu território Nova-iorquino bem agora.”

Alison Sudol conseguiu um dos seus primeiros papéis em CSI:NY e Ezra Miller treinou como cantor de ópera no The Metropolitan Opera, ou The Met.

Katherine, Dan, Alison e Ezra experimentaram esse irreprimível amor por Nova Iorque, e momentos significativos de suas carreiras aconteceram aqui. É um lugar especial.


Até o tipicamente britânico Eddie Redmayne tem uma conexão doce com a cidade – uma que o ajudou a se preparar para o papel de Newt Scamander, o Magizoologista que vai de barco da Inglaterra à Nova Iorque. “Minha avó foi de barco para Boston via Nova Iorque, alguns anos depois do Newt”, ele me conta. “Então ela pôde me contar todas as especificidades de estar em um desses barcos e isso foi maravilhoso.”

Outra britânica no elenco com uma conexão pessoal com Nova Iorque é Carmen Ejogo, que agora vive lá com sua familia. Então quando nos falamos, ela estava em seu figurino de Seraphina Picquery acabando de sair do cenário da MACUSA. Na história a MACUSA opera no Woolworth Building em Nova Iorque, apesar das filmagens na verdade serem em Leavesden, Inglaterra.

Deve ser estranho, eu digo, voar de Nova Iorque para a Inglaterra para atuar em filme que acontece em Nova Iorque.

“É tão bizarri ser uma atriz britanica que veio de Nova Iorque para interpretar uma americana, em Londres... É bem bagunçado!” ela diz, rindo. “Mas felizmente eu estou entre vários americanos no set e o set é tão realista, é realmente a minha casa longe de casa. Estou totalmente convencida de que estou em casa [em Nova Iorque].”


Nova Iorque não é especial para Carmen apenas porque é onde ela se deita toda noite. É especial pela mesma razão pela qual é cativante para o resto de nós: porque tantos momentos cinematográficos icônicos aconteceram ali.

“Eu sempre fui fascinada por essa cidade”, Carmen diz. “Eu cresci vendo Nova Iorque em filmes antes de estar aqui e eu tenho uma imagem de como ela é, particularmente nos anos 1920.

Eu amo o fato de que este filme está reinterpretando Nova Iorque para outra geração e para todos nós de alguma forma, e colocando seu proprio toque em uma cidade que tantos de nós amamos.”

E é exatamente isso que acontece quando uma história de J.K.Rowling se desenrola em uma cidade familiar. Com os filmes de Harry Potter, nós vimos uma reimaginação mágica do Reino Unido com vislumbres da “Londres dos Trouxas”. Dessa vez, veremos Nova Iorque – de um jeito que nunca vimos antes.


Publicação original, em inglês, aqui.

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